quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Divã

Divã é um livro ( que eu ainda não li ), que foi adaptado para um filme ( que já vi duas vezes, cada vez me toca de uma maneira diferente ) escrito por Martha Medeiros, uma cronista do Sul ( que só por ser do Sul, já me faz admira-lá ), que as vezes parece escrever exatamente o que preciso ler.

O Divã ( que trata sobre começar de novo, do zero, do nada ou do quase nada ) me desperta, me faz pensar, me faz questionar o que eu estou  fazendo com a minha vida, e não paro de pensar: Estou fazendo a coisa certa?
Isso piora ainda mais porque estou no olho do furacão, enterrada até o pescoço em dilemas que eu mesma cavei, que eu fiz questão de cavar. Não está nada decidido, está tudo à flor da pele, ardendo pedindo uma cura.
Parecia estar tudo certo, tudo encaminhado, o futuro era promissor, isso aos olhos alheios, e por vezes aos meus também. Mais em algum momento, entre uma batida e outra deste coração esperançoso algo mudou, uma luzinha vermelha lá no fundo acendeu indicando 'PERIGO'.
E foi aí que parei para me questionar se o futuro era tão promissor assim, se os meios justificariam os fins, se tudo aquilo que eu estava sentindo, seria justificado e/ou apagado por uma beca no final do ano.
E assim decidi: decidi que não, não valheria a pena.
Aí então tratei de tomar coragem, primeiro para assumir pra mim que aquele podia não ser o caminho certo, e aí então assumi para o mundo, para o meu mundo a minha decisão.
Ainda assim, não tenho a resposta. A decisão está tomada, mais não sacramentada, tudo ainda pode mudar. Não está nada decidido, está tudo à flor da pele, ardendo pedindo uma cura.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Abra-te Sesamo!

Meia noite.
As 12 badaladas do relógio.
Contagem regressiva.
Fogos de Artíficio.
Olhos no céu.
Pedidos na mente.
Desejos no Coração.

A noite do dia 31 de dezembro parece ter algo de mágico, algo de foge da nossa vil compreensão. A real impressão que temos é que a qualquer momento o céu se romperá, nos apresentando um portal que vai nos enviar a uma vida totalmente renovada, onde tudo será melhor, onde tudo será perfeito.
Encaro a vida e consequentemente os anos como um livro. A cada dia que nasce, é como se estivéssemos escrevendo em uma nova página, e os anos são um novo Capítulo nessa história. Portanto podemos começar um capítulo novo, mas o que será escrito nele dependerá completamente do que aconteceu no capítulo anterior.
Ter esperança é vital para sobrevivermos neste mundo fatídico. É ela que nos faz acreditar que no novo ano que nasce tudo vai ser diferente. E será, se assim agente o fizer.