Divã é um livro ( que eu ainda não li ), que foi adaptado para um filme ( que já vi duas vezes, cada vez me toca de uma maneira diferente ) escrito por Martha Medeiros, uma cronista do Sul ( que só por ser do Sul, já me faz admira-lá ), que as vezes parece escrever exatamente o que preciso ler.
O Divã ( que trata sobre começar de novo, do zero, do nada ou do quase nada ) me desperta, me faz pensar, me faz questionar o que eu estou fazendo com a minha vida, e não paro de pensar: Estou fazendo a coisa certa?
Isso piora ainda mais porque estou no olho do furacão, enterrada até o pescoço em dilemas que eu mesma cavei, que eu fiz questão de cavar. Não está nada decidido, está tudo à flor da pele, ardendo pedindo uma cura.
Parecia estar tudo certo, tudo encaminhado, o futuro era promissor, isso aos olhos alheios, e por vezes aos meus também. Mais em algum momento, entre uma batida e outra deste coração esperançoso algo mudou, uma luzinha vermelha lá no fundo acendeu indicando 'PERIGO'.
E foi aí que parei para me questionar se o futuro era tão promissor assim, se os meios justificariam os fins, se tudo aquilo que eu estava sentindo, seria justificado e/ou apagado por uma beca no final do ano.
E assim decidi: decidi que não, não valheria a pena.
Aí então tratei de tomar coragem, primeiro para assumir pra mim que aquele podia não ser o caminho certo, e aí então assumi para o mundo, para o meu mundo a minha decisão.
Ainda assim, não tenho a resposta. A decisão está tomada, mais não sacramentada, tudo ainda pode mudar. Não está nada decidido, está tudo à flor da pele, ardendo pedindo uma cura.
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