Foram 1 e 3 meses da minha vida.
1 ano e 3 meses acordando atrasada, atravessando avenidas e rodovias pra não perder o onibus.
Foram longas idas e vindas, e aqueles 5 minutinhos de estrada que salvavam o meu dia, e através da janela do onibus a via cidade ao longe amanhecendo, acordando e mentalizava pedindo um dia bom.
Foram 1 ano e 3 meses pisando no barro, sujando o tenis, a sapatinha e a sandália.
1 ano e 3 meses almoçando nos mesmos lugares, comendo as mesmas coisas e com as mesmas pessoas.
1 ano e 3 meses reclamando, por vezes perdendo a paciência mas sempre sob controle.Me doi no trabalho e confesso que era desorganizada.
A convivêcia era espontânea, tínhamos conversas amistosas, gargalhadas exposivas, músicas cômicas e dancinhas no escritório.
1 ano e 3 meses de chocolates, produtos de beleza, pão de mel e guloseimas depois do almoço
1 ano e 3 meses mandando e-mails para pessoas que só conhecia por nome, levando esporro de cliente bravinho e sendo zombanda pela meneira como atendia ao telefone.
Foram 1 ano e 3 meses de 'Petrosul, Camila Bom Dia'.
Por conta de burocracias esse estágio ( literalmente ) da minha vida terminou, e aquelas pessoas que eu só conhecia por nome/e-mail decidiram por mim que esse cliclo deveria acabar, e o que me resta é acatar a decisão.Porém, com muito pesar, mais afinal o que é certo, é certo.
Pode parecer tolo todo esse envolvimento com um local de trabalho, mas essa ligação da-se através das pessoas. Pessoas essas que tanto me ajudaram e me apoiaram.
E hoje véspera do fim desse ciclo me permito chorar e lamentar o quanto puder, porque amanhã vou me levantar, seguir a minha rotina à risca e trabalhar pelo ultimo dia na Petrosul e fazer tudo exatamente igual que fiz esses ultimos 1 ano e 3 meses.
Vou sair de lá machucada e triste pelo fim , mais em uma semana já estarei refeita afinal esse foi só mais um dos muitos ciclos que ainda hão de começar e terminar na minha vida.
quarta-feira, 23 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
' E amanheça Brilhando mais forte ...'
Noites mal dormindas,semblante cansado.Olheras.
Dúvidas crescendo,a esperança reinando. É Impossível contar só com a sorte.
As horas dos dias diminuindo,animo esvaindo. Na corda banda, a garra se balança...e se segura.
O ano começando é tudo novo e recente. E por mais que o cansaço bata, a vontade prevalece.
Amanhã o dia é novo e recomeça sem piedade. É preciso manter o foco, e Amanhecer Brilhando mais forte que o sol, todas as manhãs que virão.
O caminho é esse, tu estás sozinha, então siga sem olhar para trás!
' E amanheça brilhando mais forte! ...''
''Imagino que cada um aqui deve tem um sonho e se agente aprender a olhar pra ele, vai descobrir que ele tá muito perto! ''- Fernando Anitelli
Dúvidas crescendo,a esperança reinando. É Impossível contar só com a sorte.
As horas dos dias diminuindo,animo esvaindo. Na corda banda, a garra se balança...e se segura.
O ano começando é tudo novo e recente. E por mais que o cansaço bata, a vontade prevalece.
Amanhã o dia é novo e recomeça sem piedade. É preciso manter o foco, e Amanhecer Brilhando mais forte que o sol, todas as manhãs que virão.
O caminho é esse, tu estás sozinha, então siga sem olhar para trás!
' E amanheça brilhando mais forte! ...''
''Imagino que cada um aqui deve tem um sonho e se agente aprender a olhar pra ele, vai descobrir que ele tá muito perto! ''- Fernando Anitelli
sexta-feira, 11 de março de 2011
' Desconstruindo Amélia '¹
Me tornei aquele tipo de mulher que sai de casa já planejando o resto do dia.
Que faz mil coisas ao mesmo tempo no escritório: atende ao telefone, anota recado e manda e-mails.
Me tornei uma mulher que dentro do onibus faz uma lista mental do que comprar no supermercado tentando não esquecer de nada, que reclama do preço da carne e que esquece de comprar o desinfetante.
Que acorda cedo e toma café assistindo ao noticiário matinal para comenta-ló no trabalho mais tarde.
Que se preocupa com o excesso de peso, que tenta seguir dietas, pensa em fazer academia, e no minuto seguinte acha tudo isso uma besteira e se sente feliz com ela mesma.
Sou uma mulher que faço a contabilidade da casa: separo e pago as contas, faço banco, mas que não resisto a uma comprinha no cartão de crédito.
Me tornei aquele tipo de mulher insegura, que enlouquece com as neuras, inclusive com as inventadas e sofro com a TPM.
Trabalho, estudo, chego tarde em casa, durmo pouco e o café preto e forte é o que me faz ficar acordada.
Faço aquele tipo mulher sensível: assisto romances comendo brigadeiro, sonho com o dia do meu casamento, mais não quero relações sérias.
Sofro com o stress, só almoço fora de casa e sou relapsa com a minha saúde.
Chego em casa cansada, com vontade de sumir e de mudar, e consciente que ao primeiro toque do despertador começará tudo de novo.
Me encaixo naquele esteriótipo de 'Mulher Moderna' que as revistas femininas tanto gostam de explorar: Independente, forte, profissional, dona de casa, dona de sí, sensível, carente.
Me tornei uma 'Mulher Moderna' precocimente eu no auge dos meus 20 anos. E mesmo ainda sendo tão juvenil, tão moleca e tão leve; já brinco de ser Gente Grande.
¹- Desconstruindo Amélia- Pitty
Que faz mil coisas ao mesmo tempo no escritório: atende ao telefone, anota recado e manda e-mails.
Me tornei uma mulher que dentro do onibus faz uma lista mental do que comprar no supermercado tentando não esquecer de nada, que reclama do preço da carne e que esquece de comprar o desinfetante.
Que acorda cedo e toma café assistindo ao noticiário matinal para comenta-ló no trabalho mais tarde.
Que se preocupa com o excesso de peso, que tenta seguir dietas, pensa em fazer academia, e no minuto seguinte acha tudo isso uma besteira e se sente feliz com ela mesma.
Sou uma mulher que faço a contabilidade da casa: separo e pago as contas, faço banco, mas que não resisto a uma comprinha no cartão de crédito.
Me tornei aquele tipo de mulher insegura, que enlouquece com as neuras, inclusive com as inventadas e sofro com a TPM.
Trabalho, estudo, chego tarde em casa, durmo pouco e o café preto e forte é o que me faz ficar acordada.
Faço aquele tipo mulher sensível: assisto romances comendo brigadeiro, sonho com o dia do meu casamento, mais não quero relações sérias.
Sofro com o stress, só almoço fora de casa e sou relapsa com a minha saúde.
Chego em casa cansada, com vontade de sumir e de mudar, e consciente que ao primeiro toque do despertador começará tudo de novo.
Me encaixo naquele esteriótipo de 'Mulher Moderna' que as revistas femininas tanto gostam de explorar: Independente, forte, profissional, dona de casa, dona de sí, sensível, carente.
Me tornei uma 'Mulher Moderna' precocimente eu no auge dos meus 20 anos. E mesmo ainda sendo tão juvenil, tão moleca e tão leve; já brinco de ser Gente Grande.
¹- Desconstruindo Amélia- Pitty
segunda-feira, 7 de março de 2011
Eu não sei escrever ...
Não escrevo porque sei escrever. Escrevo porque sou atrevida, metida e sentimental.
Escrevo porque a minha alma é grande, farta e a minha cabeça cheia de dúvidas.
Escrevo porque o lápis não me recrimina e o papel é paciente comigo.
Escrevo porque sou só, e na minha vasta solidão me faltam ouvintes.
Escrevo porque sou intensa e assim como um rio,e preciso transbordar o que sinto.
Escrevo pois sou prolixa, sinto tudo, sinto muito e sinto sempre!
Escrevo porque minhas angústias escorrem pelos dedos sem controle e se materializam em palavras.
Escrevo porque o sabor delicioso dos versos nasceram e hão de morrer comigo.
Escrevo porque falar machuca, fere, dói.
Eu não escrevo porque sei escrever, eu escrevo porque preciso.
Escrevo porque a minha alma é grande, farta e a minha cabeça cheia de dúvidas.
Escrevo porque o lápis não me recrimina e o papel é paciente comigo.
Escrevo porque sou só, e na minha vasta solidão me faltam ouvintes.
Escrevo porque sou intensa e assim como um rio,e preciso transbordar o que sinto.
Escrevo pois sou prolixa, sinto tudo, sinto muito e sinto sempre!
Escrevo porque minhas angústias escorrem pelos dedos sem controle e se materializam em palavras.
Escrevo porque o sabor delicioso dos versos nasceram e hão de morrer comigo.
Escrevo porque falar machuca, fere, dói.
Eu não escrevo porque sei escrever, eu escrevo porque preciso.
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