Me tornei aquele tipo de mulher que sai de casa já planejando o resto do dia.
Que faz mil coisas ao mesmo tempo no escritório: atende ao telefone, anota recado e manda e-mails.
Me tornei uma mulher que dentro do onibus faz uma lista mental do que comprar no supermercado tentando não esquecer de nada, que reclama do preço da carne e que esquece de comprar o desinfetante.
Que acorda cedo e toma café assistindo ao noticiário matinal para comenta-ló no trabalho mais tarde.
Que se preocupa com o excesso de peso, que tenta seguir dietas, pensa em fazer academia, e no minuto seguinte acha tudo isso uma besteira e se sente feliz com ela mesma.
Sou uma mulher que faço a contabilidade da casa: separo e pago as contas, faço banco, mas que não resisto a uma comprinha no cartão de crédito.
Me tornei aquele tipo de mulher insegura, que enlouquece com as neuras, inclusive com as inventadas e sofro com a TPM.
Trabalho, estudo, chego tarde em casa, durmo pouco e o café preto e forte é o que me faz ficar acordada.
Faço aquele tipo mulher sensível: assisto romances comendo brigadeiro, sonho com o dia do meu casamento, mais não quero relações sérias.
Sofro com o stress, só almoço fora de casa e sou relapsa com a minha saúde.
Chego em casa cansada, com vontade de sumir e de mudar, e consciente que ao primeiro toque do despertador começará tudo de novo.
Me encaixo naquele esteriótipo de 'Mulher Moderna' que as revistas femininas tanto gostam de explorar: Independente, forte, profissional, dona de casa, dona de sí, sensível, carente.
Me tornei uma 'Mulher Moderna' precocimente eu no auge dos meus 20 anos. E mesmo ainda sendo tão juvenil, tão moleca e tão leve; já brinco de ser Gente Grande.
¹- Desconstruindo Amélia- Pitty
Nenhum comentário:
Postar um comentário