Minha alma é prolixa, rica e confusa
Tenho aquele ar boênio, aquele ar de botequeiro
Gosto da noite,do barulho, do escuro, musica alta, da esbornia, do cheiro de cigarro
Me sinto bem com o silêncio da madrugada,
Sempre que possível, mantenho o copo cheio
Deixo a vida seguir o seu rumo, às vezes na varzea
Me sinto só com a minha amargura,
Me sinto plena com a minha inspiração
Sinto tudo com muita intensidade,
Meus dramas, inventados ou não se fazem presentes
Minhas dores me levam ao fundo do poço. Minhas alegrias,me elevam ao topo do mundo
Tenho vícios inofensivos
Tenho muito o que aprender
Não sei fazer arte, mais sei sentir, sei apreciar e finjo que sei escrever
E um dia poderei dizer, que tenho a alma plena, que tenho alma de artista.
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